Cronologia de Frei Galvão

Organizada por Frei Carmelo Surian, O.F.M. e atualizada pelo Museu Frei Galvão

1739 – Nascimento em Guaratinguetá-SP.
1752 – Ingressa no Seminário de Belém, na Bahia.
1755 – Morte de sua mãe.
1758 – Volta à casa paterna.
1760 – 15 de abril – Recebe o hábito e inicia o Noviciado, em Macacu.
1761 – 16 de abril – Faz sua profissão na Ordem Franciscana e o juramento imaculista.
1762 – julho – Ordena-se sacerdote no Rio de Janeiro.
1766 – 9 de novembro – Assina a Cédula de Escravidão a Nossa Senhora.
1768 – 23 de julho – Designado para confessor de seculares, pregador e porteiro do Convento de São Francisco, São Paulo.
1770 – Confessor do Recolhimento de Santa Teresa.
1770 – 30 de junho – Morte de seu pai.
1770 – 23 de agosto – Membro da Academia dos Felizes.
1774 – 2 de fevereiro – Funda o Mosteiro de Nossa Senhora da Luz.
1775 – 23 de fevereiro – Morte da Madre Helena Maria do Espírito Santo.
1775 – 29 de junho – Fechamento do Recolhimento da Luz.
1775 – agosto – Reabertura do Recolhimento da Luz.
1776 – 9 de agosto – Nomeado Comissário da Ordem Terceira.
1777 – Visitador do Convento de São Luís de Tolosa, Itu.
1779 – Novamente nomeado Comissário da Ordem Terceira.
1780 – outubro – Desterrado para o Rio de Janeiro por Martim Lopes.
1781 – 6 de outubro – Eleito Presidente e Mestre de Noviços de Macacu.
1788 – 25 de março – Mudanças das recolhidas para o novo prédio e entrega do Estatuto por ele composto.
1796 – Recebe o privilégio de uma Presidência e Guardiania.
1798 – 24 de março – Eleito Guardião do Convento de São Francisco, São Paulo.
1798 – 17 de abril – Cartas do Bispo e da Câmara de São Paulo ao Provincial sugerindo que Frei Galvão renuncie à guardiania.

1801 – 28 de março – Reeleito Guardião do Convento de São Francisco.
1802 – 9 de abril – Recebe o privilégio de Definidor.
1802 – 15 de agosto – Benze a Igreja do Mosteiro da Luz.
1804 – 10 de outubro – Visitador do Convento de Santa Clara, Taubaté.
1804 – 29 de outubro – Visitador do Convento de Itu.
1807 – Constituí do Visitador Geral e Presidente do Capítulo, cargos a que renunciou.
1808 – Delegado para Visitador dos Conventos do Sul; renunciou.
1811 – 25 de agosto – Funda o Recolhimento de Santa Clara, em Sorocaba.
1812 – junho – Volta a São Paulo.
1822 – 23 de dezembro – Falece no Convento da Luz, em São Paulo.

1922 – Solene Comemoração do Centenário de sua morte em São Paulo.
1928 – Primeira edição da biografia escrita por Madre Oliva Maria de Jesus.
1936 – Segunda edição da biografia, ampliada, escrita por Madre Oliva Maria de Jesus.
1938 – 5 de junho – Padre Frei Adalberto Ortmann nomeado postulador por Dom Duarte Leopoldo e Silva.
1949 – 23 de abril – Por sugestão do Cardeal Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, Dom Paulo Rolim Loureiro aprova a constituição do Tribunal Eclesiástico para o processo de Beatificação. Postulador Padre Frei Dagoberto Romag.
1954 – Maristella publica seu livro Frei Galvão, Bandeirante de Cristo.
1972 – 23 de dezembro – Solene Comemoração do Sesquicentenário de morte.
1978 – A Autoridade Eclesiástica de São Paulo encarrega Frei Zacarias Machado de continuar os trabalhos de canonização.
1978 – Segunda edição ampliada do livro de Maristella.
1987 – O Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, O.F.M., reabre solenemente o processo de Beatificação. Postulador, Padre Frei Desidério Kalverkamp.
1987 – O Cardeal de São Paulo passa a residir ao lado do Mosteiro da Luz, dando à sua morada o nome de Residência Arquiepiscopal Frei Galvão.
1990 – O processo de Beatificação é reassumido pela Irmã Célia B. Cadorin, das Irmãzinhas da Imaculada, sendo Postulador Pe. Antonius Ricciardi, ofmconv, em Roma, e Vice-postulador Pe. Arnaldo Vicente Belli, no Brasil.
1990 – 12 de dezembro – O processo é introduzido na Congregação para a Causa dos Santos, em Roma, e recebe o Nihil Obstat.
1991 – 5 de fevereiro – Solene exumação dos restos mortais do Servo de Deus, na Igreja do Mosteiro da Luz, em São Paulo, presentes o Sr. Cardeal Arns, ofm, Pe. Arnaldo Vicente Belli, o Cônego Antônio Munari Santos e, pela Província da Imaculada-SP, Frei Paulo Avelino de Assis Schmitz, ofm, bem como os senhores médicos do I.M.L.
1996 – Em Roma, aprovação, com louvores, da venerabilidade de Frei Galvão, que assim se tornou Venerável.
1997 – 8 de abril – Em Roma, na sala do Consistório, perante membros da Congregação da Causa dos Santos, postuladores e membros da Cúria Romana, o Santo Padre promulga o decreto da heroicidade de virtudes do Servo de Deus Frei Galvão. Com este ato solene, FALTA SOMENTE A CERIMÔNIA LITÚRGICA PARA FREI GALVÃO TORNAR-SE BEATO.
1997 – Em Roma, já em curso o processo sobre um dos milagres atribuídos a Frei Galvão.
1998 – Aprovação do milagre de Frei Galvão que curou a menina Daniella Cristina da Silva, 4 anos, de São Paulo. O médico pediatra que acompanhou suas graves moléstias, afirmou perante o Tribunal Eclesiástico que “eu atribuo a intervenção divina não só a cura da doença, mas a recuperação total dela”.
1998 – 25 de outubro – Em Roma, a Beatificação de Frei Antônio de Sant’Ana Galvão pelo Papa João Paulo II, durante missa à frente da Igreja de São Pedro, com a presença de uma multidão de devotos brasileiros.
1998 – O Papa João Paulo II, no ato da Beatificação, declara o dia 25 de Outubro, como o Dia Litúrgico do Beato Frei Galvão, dando-lhe o título de “Homem da Paz e da Caridade”.

2000 O Papa João Paulo II dá um novo título ao Beato Frei Galvão, o de “Patrono da Construção Civil no Brasil”.
2004 – Realização junto a Curia de São Paulo, de um processo diocesano sobre milagre atribuído ao Beato Antônio de Sant’Ana Galvão, cuja validade jurídica foi reconhecida em novembro do mesmo ano pela Congregação das Causas dos Santos, no Vaticano.
2006 – 18 de janeiro – Os Peritos Médicos da Congregação das Causas dos Santos aprovam, no Vaticano, por unanimidade, o milagre atribuído ao Beato Frei Antônio de Sant’Ana Galvão.
2006 – 13 de julho – O “Congresso dos Teólogos” reconhece o caso como miraculoso.
2006 – 12 de dezembro – Confirmação do milagre em Reunião Plenária dos Cardeais e Bispos, no Vaticano. O Santo Padre Bento XVI, autoriza a Congregação das Causas dos Santos a promulgar o Decreto a respeito do milagre atribuído à intercessão do Beato Antônio de Sant’Ana Galvão.
2006 – 12 dezembro – Promulgação do Decreto da Congregação da Causa dos Santos do milagre do Beato Antônio de Sant’Ana Galvão.
2006 – 17 de dezembro – Publicação no jornal L’Osservatore Romano, do Vaticano, do milagre de Sandra Grossi de Almeida Gallafassi e seu filho Enzo de Almeida Gallafassi, reconhecido como “cientificamente inexplicável no seu conjunto, segundo os atuais conhecimentos científicos”.
2007 – 11 de maio – sexta-feria, 9:30 hs – Campo de Marte, em São Paulo, Brasil. Celebração Eucarística e Canonização do Beato Frei Antônio de Sant’Ana Galvão, Plebistero, pelo Santo Padre Papa Bento XVI, em sua Viagem Apostólica ao Brasil.

A Canonização

O ato da Canonização está registrado no livro “Viagem Apostólica do Santo Padre Bento XVI ao Brasil, por ocasião da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe”. (9 a 14 de maio de 2007, pgs. 33-57).

Uma breve biografia do futuro Santo foi lida na abertura da Canonização pelo Senhor Cardeal José Saraiva Martins, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos.

Após a leitura da Biografia, foi cantada a Ladainha de todos os Santos. Em seguida, o Santo Padre leu a fórmula sagrada da Canonização, seguida da apresentação das Relíquias do Santo. O ato encerrou-se com a seguinte oração: Oremos, Ó Deus, Pai de misericórdia, que fizestes de Santo Antônio de Sant’Ana Galvão um instrumento de caridade e de paz no meio dos irmãos, concedei-nos, por sua intercessão, favorecer sempre a verdadeira concórdia. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,na unidade do Espírito Santo. R. Amém.

Milagres

Inúmeros são os milagres e as graças que a crônica registra, realizados ainda em vida por Frei Galvão. Segue-se o resumo de alguns dos fatos mais lembrados pelo povo: